Rádio Metropolitana

quarta-feira, 29 de abril de 2026

O pobre mendigo rico

   O pobre mendigo rico 



Por Débora Máximo






O fenômeno do "pobre mendigo rico" é uma das vitrines mais amargas da nossa era digital. Sabe aquela sensação de olhar para o lado e sentir que todo mundo está prosperando, menos você? Pois é, muitas vezes essa prosperidade é apenas uma embalagem brilhante para um produto vazio. O que vemos hoje é uma glamourização da aparência em detrimento da segurança, onde o "ter" engoliu completamente o "ser".


Esses comportamentos disfuncionais são, na maioria das vezes, resultados de uma necessidade desesperada de pertencimento e validação social. Em um mundo onde a felicidade é medida por visualizações e o sucesso é validado pela marca do carro, muitos passaram a acreditar que a imagem de sucesso é o próprio sucesso. O problema é que sustentar esse teatro custa caro e o preço mais alto não é cobrado em reais, mas em uma erosão silenciosa da alma.


Viver dessa forma é carregar um peso invisível, que esmaga o peito a cada amanhecer. Por trás das fotos impecáveis e dos jantares luxuosos, existe um sofrimento agudo e solitário, uma angústia de saber que sua vida é um castelo de areia esperando a próxima maré. É o nó na garganta toda vez que o celular toca e surge um número desconhecido, o suor frio ao passar o cartão sem saber se haverá limite e a humilhação interna de precisar inventar desculpas para não revelar a conta no vermelho.


Esse indivíduo vive em um estado de vigília constante, como um equilibrista em uma corda bamba que não pode fechar os olhos nem por um segundo, pois o medo de ser "descoberto" e o pavor de perder o status transformam a rotina em um cativeiro psicológico. É uma pobreza de espírito com fachada de ouro, onde a pessoa se sente uma fraude, vazia de propósito e escrava de uma plateia que, na verdade, nem se importa tanto assim.


Para sustentar esse estilo de vida, o indivíduo entra em um ciclo de escolhas financeiras desastrosas, transformando o crédito em uma extensão do salário e vivendo sob a tirania do status. No entanto, há uma luz no fim desse túnel de aparências e a mudança é totalmente possível quando a pessoa decide trocar o "olhar do outro" pelo "olhar para si". A retomada da vida começa no momento em que se entende que a riqueza real é construída de dentro para fora.






O primeiro passo para essa libertação é o acolhimento da própria realidade, é admitir que o estilo de vida atual é insustentável e não é um sinal de fracasso, mas de uma coragem profunda. Tratar o "eu" significa investigar quais feridas emocionais estão sendo mascaradas com etiquetas de grife e por que a aprovação alheia tornou-se mais vital do que o próprio sono.


Para mudar, é preciso redefinir o conceito de sucesso, trocando o consumo imediato pela construção de uma liberdade que ninguém pode tirar. Isso envolve a jornada de aprender a ser autêntico, trocando a ostentação pela honestidade. Quando essa pessoa começa a investir no seu autoconhecimento, ela percebe que não precisa de um carro financiado em mil vezes para ser respeitada ou de um endereço nobre para ter valor.


A esperança reside na descoberta de que a vida fica muito mais leve quando paramos de carregar o fardo de um personagem que não nos cabe. Ao alinhar os gastos com a realidade e os valores com a verdade, a pessoa deixa de ser um mendigo de atenção para se tornar a verdadeira dona do seu destino, trocando o desespero da vitrine pela paz de ser, finalmente, quem ela realmente é.


Reprodução


Divulgação
Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

Arquitetura voltada aos idosos deve priorizar funcionalidade e segurança

    Arquitetura voltada aos idosos deve priorizar funcionalidade e segurança



É possível ter moradias bem equipadas e ao mesmo tempo aconchegantes, diz arquiteta






Garantir a funcionalidade, conforto e autonomia, sem deixar de lado o fator segurança. Assim deve ser pensada a  arquitetura voltada para os idosos, segmento que merece atenção especial por parte dos profissionais da área. E esse segmento torna-se mais complexo do que possa parecer a princípio, já que deve privilegiar tanto a segurança emocional quanto física.


Na maioria das vezes, a segurança física é privilegiada justamente em detrimento da outra. "Mas é preciso tornar as moradias bem equipadas e que, ao mesmo tempo, sejam aconchegantes; isso evidencia a necessidade de um especialista para orientar a família, seja na construção ou na reforma de ambientes que vão abrigar idosos", ensina a arquiteta Dorys Daher, da DG Arquitetura (www.dgarquitetura.com.br), escritório que tem sede em Ipanema, no Rio de Janeiro.


Estudos mostram que a maioria dos idosos prefere envelhecer em sua própria casa, ainda que contando com serviços de cuidadores profissionais. Para muitos, a moradia é bem mais do que um abrigo, mas um lugar de memórias passadas, experiências e sonhos.






"O avanço da idade implica em transformações que afetam o equilíbrio, a força, a visão e a mobilidade. Todos esses fatores exigem que o ambiente doméstico seja adaptado, evitando transtornos e garantindo não apenas a segurança física, mas também a autonomia e o bem-estar emocional das pessoas", explica Dorys. Ela tem pós-graduação em Arquitetura para ambientes na área da Saúde, portanto com visão profissional atenta à saúde de modo geral.





A arquiteta aponta "barreiras arquitetônicas" em muitos ambientes residenciais, que acabam se transformando em riscos diários. "São degraus mal dimensionados, desníveis abruptos, pisos escorregadios e banheiros sem recursos de apoio", descreve, lembrando que algumas situações "podem provocar quedas e outros acidentes domésticos".


Ambientes planos e bem nivelados reduzem significativamente o risco de acidentes graves. "Sempre que possível, deve-se eliminar degraus e criar rampas com inclinação suave e piso antiderrapante. Quando as diferenças de nível são inevitáveis, o uso de corrimãos firmes, em ambos os lados, e uma boa iluminação fazem toda a diferença", diz a profissional. A atenção nos banheiros deve ser redobrada, com instalação de barras de apoio junto ao vaso sanitário e ao box, bancos estáveis próprios para o banho, revestimentos antiderrapantes e a porta abrindo para fora do ambiente, facilitando eventual socorro em caso de queda.


Recursos tecnológicos também são grandes aliados: sensores de presença para iluminação, campainhas de emergência, fechaduras eletrônicas e sistemas de monitoramento remoto oferecem segurança adicional sem comprometer a estética.


Dorys Daher lembra que "ambientes bem iluminados e ventilados, reduzem tropeços, melhoram a percepção espacial e contribuem para a saúde respiratória". A ventilação cruzada e janelas amplas, por exemplo, ajudam a renovar o ar e evitar o mofo, comum em casas mais antigas.


Fotos: Reprodução
Rampas de acesso são fundamentais para evitar quedas, entre outros recursos pensando nos idosos


Divulgação 
Dorys Daher mantém escritório em Ipanema, no Rio de Janeiro

Feriadão de abril vira oportunidade para escapada internacional a Buenos Aires

     Feriadão de abril vira oportunidade para escapada internacional a Buenos Aires

 

Com voos de cerca de três horas, a capital argentina se destaca como destino prático para viagens curtas, reunindo cultura, gastronomia e futebol




 
Com a combinação de feriados no calendário de abril, muitos brasileiros poderão aproveitar um período prolongado de descanso para planejar uma viagem curta ao exterior. Entre os destinos mais práticos para esse tipo de escapada, está Buenos Aires, na Argentina, que reúne proximidade geográfica, voos diretos a partir de diversas capitais brasileiras e boa relação custo-benefício para roteiros de três a quatro dias.


O feriado de Tiradentes, celebrado em 21 de abril (terça-feira), deve gerar um período estendido de folga em diversos setores. Em cidades como São Paulo, por exemplo, o dia 20 de abril (segunda-feira) foi definido como ponto facultativo, criando um feriadão que vai de 18 a 21 de abril. Além disso, o calendário ainda inclui o Dia de São Jorge, em 23 de abril (quinta-feira) feriado estadual no Rio de Janeiro e municipal em cidades como Ilhéus (BA). A proximidade entre as datas amplia as possibilidades para quem pretende emendar dias de descanso e planejar uma viagem curta.


Nesse cenário, Buenos Aires aparece como uma das opções internacionais mais acessíveis para o turista brasileiro. Com voos diretos e duração média de cerca de três horas, a capital argentina permite explorar boa parte de seus principais atrativos mesmo em estadias curtas. Em poucos dias, o visitante pode percorrer bairros históricos, cafés tradicionais, museus e restaurantes renomados que fazem da cidade um dos destinos culturais mais vibrantes da América do Sul.


Entre os atrativos mais conhecidos, estão a Plaza de Mayo, no centro histórico da cidade, o elegante bairro da Recoleta, famoso por sua arquitetura de inspiração europeia e pelo cemitério onde está enterrada Eva Perón, além de Palermo, conhecido por seus parques, galerias de arte, bares e restaurantes contemporâneos.


Buenos Aires também é um prato cheio para os amantes da gastronomia. Parrillas tradicionais, cafés históricos e casas de tango fazem parte da experiência cultural portenha. Caminhar pela Avenida Corrientes, assistir a um espetáculo de tango ou explorar mercados e feiras de rua estão entre as experiências que completam o roteiro de quem visita a capital argentina.

 
Hospedagem temática no coração de La Boca

Para quem deseja viver uma experiência mais imersiva na cidade, uma das opções de hospedagem é o La Boca Undici by Howard Johnson, localizado em frente ao famoso estádio La Bombonera, no tradicional bairro de La Boca.


“O brasileiro costuma aproveitar feriados prolongados para viagens curtas, e Buenos Aires é um destino que combina perfeitamente com esse tipo de roteiro. Em poucos dias, é possível explorar a cultura, a gastronomia e o futebol três elementos muito fortes na identidade da cidade”, afirma Gabriel Impaliari, gerente do hotel.


O bairro é um dos cartões-postais de Buenos Aires e reúne atrações como o Caminito, famoso por suas casas coloridas, apresentações de tango ao ar livre, artistas locais e lojas de artesanato. A região também abriga museus, centros culturais e restaurantes que preservam a forte influência da imigração italiana na história local.


Integrado à rede internacional Howard Johnson, o La Boca Undici combina padrão de hospedagem reconhecido globalmente com uma proposta temática voltada ao turismo esportivo, transformando a paixão pelo futebol em uma experiência imersiva para os visitantes.


A proximidade com o estádio La Bombonera permite que os hóspedes integrem a estadia a visitas ao estádio e ao museu do Boca Juniors, criando programas que conectam o viajante brasileiro à cultura futebolística argentina de forma direta e memorável.


O hotel dispõe de 60 apartamentos modernos, restaurante próprio El Genovés, piscina climatizada no rooftop com vista panorâmica, academia, spa e espaços para eventos e reuniões corporativas.


Seja para escapadas de feriado, viagens temáticas, programas em família ou agendas corporativas, o La Boca Undici by Howard Johnson reúne hospitalidade, segurança e excelente relação custo-benefício, posicionando-se como uma opção diferenciada para o mercado brasileiro interessado em experiências que unem esporte, cultura, gastronomia e lifestyle urbano.

 
La Boca Undici by Howard Johnson
Localização: La Boca / Buenos Aires – Argentina
Categoria: padrão internacional
Ideal para: turismo, cultura e viagens corporativas
Reservas e informações: hjundici.com.ar e plataformas online


Divulgação
La Boca Undici by Howard Johnson: hospitalidade, segurança e excelente relação custo-benefício

sábado, 25 de abril de 2026

Bayard Do Coutto Boiteux: referência em Turismo e Educação

    Bayard Do Coutto Boiteux: referência em Turismo e Educação




Falar de Bayard Do Coutto Boiteux é revisitar uma trajetória que se confunde com a própria evolução do turismo como campo estratégico no Brasil. Ao longo de décadas de atuação, Bayard consolidou-se como uma das vozes mais influentes na interface entre turismo, educação e políticas públicas, contribuindo para transformar o setor em um instrumento de desenvolvimento econômico, inclusão social e valorização cultural.


Sua atuação vai além da prática profissional: é também intelectual e formadora. Como educador, participou da construção de uma visão contemporânea do turismo, defendendo sua inserção no ambiente acadêmico como área multidisciplinar, conectada à cultura, à sustentabilidade e à economia criativa. Nesse contexto, ajudou a formar gerações de profissionais, muitos dos quais hoje ocupam posições de destaque no mercado e na gestão pública.


No campo institucional, Bayard desempenhou papel relevante em organizações voltadas à promoção do turismo, como a Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ, onde sua liderança contribuiu para fortalecer a imagem do Rio de Janeiro como destino global. Seu trabalho evidencia que o turismo não é apenas deslocamento, mas experiência, identidade e oportunidade de transformação.


Autor de dezenas de obras, sua produção literária amplia o alcance de suas ideias, abordando desde reflexões técnicas até análises sobre o papel do turismo em tempos de crise e mudança. Essa capacidade de transitar entre teoria e prática é uma de suas marcas mais fortes, tornando-o uma referência respeitada tanto no meio acadêmico quanto no mercado.


Em um mundo marcado por desafios constantes — sejam eles econômicos, sociais ou geopolíticos —, a visão de Bayard Do Coutto Boiteux reafirma o turismo como ponte entre povos e culturas, e a educação como ferramenta essencial para construir um setor mais ético, inovador e resiliente.


Sua trajetória não apenas inspira, mas também aponta caminhos: investir em conhecimento, valorizar a diversidade e entender o turismo como força transformadora da sociedade.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Bayard Do Coutto Boiteux: um globetrotter em tempos de fronteiras invisíveis

   Bayard Do Coutto Boiteux: um globetrotter em tempos de fronteiras invisíveis




Em um mundo que insiste em erguer muros — sejam eles físicos, ideológicos ou econômicos —, a figura do viajante ganha um novo significado. Não aquele turista apressado, que acumula destinos como troféus, mas o verdadeiro globetrotter: alguém que atravessa fronteiras com o olhar atento, a escuta sensível e a disposição de compreender o outro. É nesse contexto que se insere Bayard Do Coutto Boiteux.


Ao longo de sua trajetória, Bayard não apenas percorreu o mundo — ele o interpretou. Em tempos de tensões geopolíticas, conflitos armados e discursos polarizados, viajar deixou de ser apenas lazer para se tornar também um ato político e cultural. Conhecer o outro, respeitar diferenças e construir pontes talvez seja hoje uma das formas mais eficazes de resistência ao isolamento que ameaça sociedades contemporâneas.


O turismo, muitas vezes reduzido a números e estatísticas, precisa ser resgatado em sua essência humana. E é justamente esse resgate que figuras como Bayard representam. Ao transformar experiências em reflexão, ele nos lembra que cada viagem carrega consigo uma narrativa — e que essas narrativas têm o poder de aproximar povos, desconstruir preconceitos e ampliar horizontes.


Mas é preciso ir além da celebração individual. O Brasil, país de dimensões continentais e riqueza cultural incomparável, ainda carece de políticas públicas consistentes que valorizem o turismo como ferramenta estratégica de desenvolvimento. Profissionais experientes, com vivência internacional, deveriam ocupar espaço central nas decisões que moldam o futuro do setor.


Ignorar esse capital humano é desperdiçar oportunidades em um cenário global cada vez mais competitivo.


Ser um globetrotter hoje é, portanto, mais do que viajar — é compreender o mundo em sua complexidade e assumir o compromisso de transformá-lo, ainda que por meio de pequenos gestos e grandes ideias. Bayard Do Coutto Boiteux encarna esse espírito: o de quem percorre caminhos não apenas para chegar a destinos, mas para construir pontes.


Na realidade,ele conhece mais de 200 países,2850 cidades,tem um acervo de 25 000 fotos de suas viagens,escreveu 12 livros sobre a arte de unir pontes ao conhecer novas culturas,se hospedou em 297 meios de hospedagem desde albergues a hotéis de luxo,viajou em 96 companhias aéreas desde a econômica a primeira e soube sempre se entrosar com as culturas locais.


Em tempos de fronteiras invisíveis, talvez sejam justamente os viajantes conscientes aqueles capazes de nos lembrar que o mundo, apesar de tudo, ainda pode ser um espaço de encontro.

Casa de Cultura Gerson Pinheiro: local ideal para criar memórias

  Casa de Cultura Gerson Pinheiro: local ideal para criar memórias Espaço acomoda vários tipos de evento, de palestras a cursos e lançamento...